terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Silencio agora.

"O pior pecado depois do pecado é a publicação do pecado".
Machado de Assis.

Eu por mim mesmo.

Eu sei dos meus excessos e das consequências deles, sei da minha falta de compreensão e das eventuais grosserias. Não precisa me dizer que sou rude até quando pretendo ser gentil, já sei disso também.
Sei quanto fumo, sei quanto bebo e, sei quanto gasto com isso -e não é pouco. Sei o quanto altero a voz para falar em tons imperativos, sei da minha capacidade de tratar pessoas como se não existissem e da crueldade contida nisso.
Eu sei tudo de mim e sempre penso no que estou fazendo, logo, não cometo equívocos comigo mesmo, apenas escolho não me poupar.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Re-começo...

Pois é, amanhã começa tudo outra vez, paciência, saco e tolerância não são adjetivos que se encaixam nessa hora, bem como saudade, não foi conveniente antes.

Posso resumir os próximos seis meses em uma palavra: PRAGMATISMO.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Emancipate yourselves from mental slavery".

Auto-retrato.

Eu vou na contra-mão de você enquanto você anda em meu sentido oposto. Você não me quer por perto e eu não quero nem te ver. Tudo parece tão bem resolvido, que eu até deixaria assim... Mas nada é tão simples pra mim.
Enquanto penso em dizer, me assombra o medo de ouvir o que não quero, então falo coisas aleatórias até conseguir algo que seja evasivo o suficiente para me ceifar o discurso e poupar dos fragmentos vertiginosos que o tempo não vai se encarregar em excluir. Daí vem o engasgo, da idéia cerceada que não chega a ser palavra.
Enquanto me esforço para não perder de vista o objetivo único da jornada que me colocou em meio a essa lide, não consigo me afastar das contingências (novamente esse conceito mal afortunado vem à tona) que submeto hora pós hora à valoração racional.
Mais difícil do que me catar ou deixar para trás o que já não mais me pertence, é conviver com as ambiguidades, contrariedades, contradições e incongruências próprias das minhas idiossincrasias.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Das perdas...

Enquanto caminhamos, pequenas partes de nós vão inevitavelmente caindo pela estrada; membros, células, moléculas, enfim, fragmentos de algo que antes era bem maior do que se vê agora.
Essas pequenas perdas que se dão ao longo do caminho, não acontecem apenas por nossa própria vontade, mas em muitas vezes, ganhamos uma forcinha de uns terceiros que se encarregam por terminar de arrancar uma ou duas coisas que pretendíamos guardar só para aqueles momentos de nostalgia. Pontadas que são dadas na razão nada prática de quem se submeteu a algo que era completamente irracional e fortuito.
Não há nada mais atordoante e babélico que um gesto cortado por conveniência circunstancial, e com o recesso dos porres, fica ainda mais complexo analisar friamente as contingências imediatas. Restam então ao crivo da razão, duas indagações para serem respondidas a posteriori: Se ninguém perde o que nunca teve, e como eu havia dito de antemão, "das partes que ficaram para trás não sentirei nem a falta", porque estou engasgado agora?

http://www.youtube.com/watch?v=iPl3HAtkBLw

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mais do que queria, menos do que precisava...

São esses dias de muitas idéias e poucas palavras que mais se arrastam em meio à seus ababelados pensamentos; Falta léxico, faltam palavras suficientemente boas para expressar tudo aquilo que se passa pela cabeça. São tantas as considerações a serem feitas agora, que já nem sei bem qual era prioridade e o que era excessivo.
De que me adianta olhar para os lados se até minha janela está voltada na direção em que menos quero enxergar?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Casinho...

A moça era alta e tinha o corpo esguio, pele e cabelos negros "como a pele macia de Oxum", aqueles olhos castanhos sempre me fizeram voltar atenção a ela.
Ela tinha uma postura imponente, assim dessas que te convencem de que não é você quem está no comando, andava como se fizesse o chão tremer, mas a real impressão que aqueles passos davam, era de que tudo parava quando ela começava a caminhar seus passos firmes.
Dona de uma rara e singela beleza, ela nunca teve nada que de fato me atraiu, mas aqueles olhos que tomavam e prendiam minha atenção, sempre me falaram mais do que eu queria e, menos do que eu precisava saber.

Quem era a moça? A moça não era ninguém...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quando uma semana termina em porre, a outra, só pode começar com ressaca.

Segundona brava, um gato vivo no estomago a cabeça rodando e o mundo caindo... Tudo voltou ao normal.

Amadurecência.

"O primeiro senso é a fuga.
Bom...
Na verdade é o medo.
Daí então a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada...
Inquilina de todos nossos riscos...
A juventude plena e sem planos... se esvai
O parto ocorre. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes
E acordo os meus, com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir...
Pra discernir...”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som
Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir...
com outros olhos! "

O Teatro Mágico.