(Carlos Heitor Cony)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sem olhos e sem dono.
(Carlos Heitor Cony)
Cavilação.
sábado, 24 de outubro de 2009
Nada mais...
Sei que soco milhares de facas, mas nada mais me faz pensar além de você, sei que não sou eu, sei que eu não devo e, sei que eu não posso ter; Mas é você quem me faz perder o sono em várias noites sem sentido.
A estupidez da insistência me faz perder o medo do NÃO iminente e, me faz voltar sempre pra onde eu estava. Eu sei o que eu disse, mas sobre tudo, sei o que ainda sinto... E sofro pro isso!
A ingrata pantera engole o escarro e, me faz lembrar do beijo que não aconteceu.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Refutação Humeniana.
O Empirismo de David Hume, não supre minha ânsia de conhecimento, haja vista que para Hume, as únicas coisas realmente inteligíveis, são aquelas que o corpo pode absorver experimentalmente como produto dos sentidos, transformando-as em "impressões" e essas em idéias. Esse caminho dos sentidos, proposto por Hume, deve ser feito, de uma maneira que permita também faze-lo inversamente, ou seja, a idéia formada a partir da impressão do sentido, após ser formulada, deve também permitir que seja gerada uma impressão condizente ao sentido estimulado pela experiência anterior, de modo que se não for possível refazer esse caminho, essa idéia, não corresponderá a realidade do mundo exterior.
Em Hume podemos perceber que as "impressões" proporcionadas pelos sentidos, nunca possuem semelhança entre si, e mesmo as referentes a um mesmo objeto serão diferentes quando se derem em tempos distintos, pois que se todas as coisas estão em constante transformação, não poderão se manifestar da mesma maneira em dois tempos diferentes.
Propõe ainda, que não existe conhecimento de fato, mas sim crenças formuladas através das experiências proporcionadas pelos sentidos, sendo que também estas estão sujeitas as constantes mudanças que ocorrem no mundo.
Esses argumentos lançados por Hume, são em meu entendimento, demasiadamente suscetíveis de desencontros e contradições em si mesmo, haja vista que se tudo que o indivíduo pode conhecer são as impressões dos sentidos, e essas, são sempre mutáveis, todo conhecimento é de segunda mão, posto que o conhecimento se da pela experiência, pelo hábito e pela repetição e, não há fixação do conhecimento, considerando que todas as coisas, estão em constante transformação.
A tese epistemológica Humeniana, em minha visão subjetiva, incorrerá sempre em um ceticismo extremo, graças às mudanças constantes propostas pelo supracitado autor empirista, isso porque se até a própria crença -posta no lugar do conhecimento- está submetida às mudanças, e essas são provenientes das experiências, até a veracidade da experiência é posta em cheque de modo que, se as crenças são jogadas por terra, o indivíduo perde sua noção do mundo exterior e, como não há síntese de conhecimento em Hume, ou seja, o indivíduo não é capaz de ligar logicamente uma ação a seu resultado, torna-se impossível restaurar as crenças deturpadas, bem como repetir a própria experiência, já que tudo e todas as coisas estão em constante transformação e uma impressão jamais será igual à outra.
Dito isso, podemos concluir que, para Hume ao invés de produção de conhecimento, existe apenas reciclagem de crenças e impressões; Coisa que eu, me recuso a aceitar.
domingo, 18 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Levantem-se!!!
Das glórias e dos tormentos é feita a vida, erga-se e a batalha não estará finda após esse dia.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
"Versos Íntimos".
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Das Pessoas...
Eu não me vejo em nenhum desses "grupos", mas ao mesmo tempo sei que pertenço a todos... Só me recuso a entregar meus dias à mediocridade!!!
"Os Insetos interiores".
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
(O Teatro Mágico)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Sons do silêncio...
Tenho estudado muito, odeio estudar; Tenho me sujeitado, nunca fiz isso antes e, nem levanto mais a voz... De fato, o grande falastrão, tem se transformado num "pequeno mudo"... Se tivesse parado de fumar, não seria mais eu!!!
Essas histórias de eterno devir, e ciclo infinito de transformações, já encheram meu saco.
