segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sem Fugir à regra das Segundas-feiras...

Tudo o que eu precisava agora era de um "Direito de resposta proporcional ao agravo" líquido e certo... Mais nada!

Dias que passam...

Às vezes a garganta seca, a voz sai rouca e a palavra, quase murmurada. Tenho pensado em não dizer, e isso já está nítido para os mais próximos...
Constância é uma palavra que exprime muito pouco ou quase nada. Tudo muda tão rápido, que se não encontramos ao menos uma réstia de sagacidade para mudar, ficamos sempre a margem de nós mesmos, olhando de fora a nossa própria vida acontecer sozinha, sem a termos feito ou, no mínimo tentado.
A Virtú Maquiavélica trata exatamente disso, portar-se de forma condizente à imposição feita pelo Eterno Devir. A mudança é um fato, e as circunstâncias se apresentam -em regra- de maneira imperativa, não há como parar para olhar as estrelas caírem, não sem levar alguma na cabeça.
Mas os dias passam, e uns parecem já terem sido vividos, outros terminam de uma forma tão abstrata quanto começaram, e de outros, o que fica é um conjunto de verbos desconexos, quando não um agonizante silêncio...

Fora isso, todos os dias parecem ser bons, e se não são, estou respirando, e isso me parece suficiente para querer buscar forças e mudar todo o resto.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nea Ope Se Hene...

"Aquele que quer ser Rei no futuro, deve primeiro aprender a servir".

sábado, 20 de fevereiro de 2010

!?

A exceção das vezes em que passei mais de 36 hs acordado, ontem fui dormir mais cedo do que em qualquer outro dia nos últimos 24 meses. Recusei-me a fazer qualquer coisa que me impelisse a despender esforços para sair de casa.

Certamente me arrependerei disso mais tarde, mas ainda assim permaneço aqui parado... Atônito!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Palavra des ordem...

Quebro os espelhos, atravesso as escadas por baixo e durmo abraçado com a gata preta... Acordo de braços dados com uma dona onça e, a vampira me suga pela jugular. Alguém me questiona sobre minhas pretensas, eu não respondo, não vou dar mais explicações; Se "o futuro a deus pertence", por que este mesmo dotou o homem de tamanha autonomia ao ponto daquele conseguir escolher e poder querer? Se pode o homem escolher e querer, porque deve dar explicações senão somente a ele mesmo? Mas deus não é o foco do assunto, o homem é... Eu sou.
Eu que hora comemoro a Revolução Bolchevique e brado que "Stalingrado Resiste", hora elogio as vantagens do capital e me ponho frente a seus confortos, mas que também vez por outra prefiro cerveja barata em um puteiro fétido.
Anarquizo o sistema, me rendo a ele, termino num recôncavo marginal... Chuto a macumba, toco o tambor, bebo a cachaça, só não como a galinha. Faço a revolução, mas não tenho crenças radicais, sei que sou, que digo e que faço, sei que fico, mas também que passo, e passo...

Passo aéreo por tudo e por todos, contudo, absorto em mim mesmo...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Natalício Carnavalesco...

Parei por uns minutos e olhei passado e presente se juntando numa mescla de idéias que nem eu me lembro mais (efeitos do álcool). Mas estava ali olhando a mim mesmo, pensando em quantos dos estigmas que ficaram das venturas e desventuras de outrora tem caráter de real relevância para os tempos hodiernos bem como aos que estão por vir... Lia a mim, pensava pra mim e, pedia a mim mesmo a devida licença para sentar-me sobre meu egocentrismo. Não me levem a mal, mas era necessário.
Ali pensava nas minhas verdades inteiras, sem máscaras, sem ilusões e nem enfeites, via do que me defendia e porque, bem como os motivos de ter explodido de maneira tão furtiva quanto abrupta; Um raro instante onde minha invulnerável armadura se dissolvia e, eu não me importava.
Certamente "olhava absorto" para algum canto que -graças ao bom Deus- não era uma tv, um livro de Direito e nem as visitas na sala... Olhava sem saber exatamente pra onde e quase ignorava a presença das pessoas no ambiente enquanto sorria amareladamente entre uma e outra piadinha sobre meus 24 anos completos.
Mais tarde, Aurora veio me consolar, minha cabeça pôs-se a rodar e, eu descobri que faltavam apenas 06 para que sejam 30 os anos passados... Talvez eu até me preocupe com isso mais tarde, mas agora devo 04 dias de ressaca pro meu fígado e ele está me cobrando.

Então um bom ano novo pra mim!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aprendizado inconsequente...

Em tempos de introspecção, pragmatismo, afastamento e considerações diversas, a primeira lição do ano, não por acaso, é advinda de uma aula de filosofia que durou longos 25 minutos: A única verdade líquida e certa é a verdade jurídica com trânsito em julgado, o resto é mera especulação.

Geometria.

Meu lado sou eu, e sempre serei eu. Não tenho oposto nem contraditório além das minhas próprias peculiaridades... Sigo assim, sendo eu, sem nada oferecer e sem nada pedir em troca, fazendo apenas o que posso fazer e, não dizendo o que não quero dizer.

Sou eu... Carlos Porfírio!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Escrevo e maxima venia uso palavras que não existem.

No devaneio de Ser o que o Não-Ser não é, à contingencialidade da desdita vontade de contrariar a moda do inoportuno sonho alheio que me tira meu próprio sono.
Na ausência de sucintez verbal que possa exprimir a tamanha indolência desse trânsito entre segundas e terceiras pessoas do plural, a primeira é que permanece numa incontestável singularidade frugal.
No pós ensaio de anti-banalização dum verbo preposto embora nunca adotado, reflexos incongruentes às idiossincrasias surgidos a partir da branca e imperfeita tentativa...

A "fabulosa arte da prolixidade" aqui empregada dá-se apenas pela conveniência de enxertar o que de antemão havia sido destrinchado em meras quatro palavras de uso corriqueiro e pouca expressividade, mas que, todavia, tratavam de assuntos que mesmo grafados em nanquim sobre tela tornar-se-iam mais inteligíveis ao leitor.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Grita!