quinta-feira, 27 de agosto de 2009



Essas noites do fim de Agosto trouxeram às Minas um certo ar de solidão e nostalgia junto com o frio, não a solidão de quem está só, mas a solidão de quem não queria estar simplesmente por estar... Então, em homenagem aos nostálgicos de plantão, música do Tio Zé Neto que eu gosto demais e expressa justamente isso...


"Na escuridão do tempo
meu corpo imerso em pensamentos
e querendo estar só
para não ver o que presente

E o silêncio mata!
em tantas coisas que me diz...
essa cidade chata
por me dar tudo o que eu não quis!

...Cadê Tereza... Ela não vem".

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"Direito Canônico".

Voltando àquela velha história de "Filosofia Religiosa", hoje fui surpreendentemente convidado (ou intimado) a estudar Direito Canônico, por meu Tio, padre da igreja católica, que resolveu fazer um mestrado nessa área.
Pois bem, eu sempre pensei que filosofia boa, era filosofia "pagã", laica, nunca tive muita paciência pra teologia, aí me aparece um convite desse logo agora que tenho questionado tanto minhas questões com os dogmas religiosos, será que é mera coincidência?
Na verdade, eu sempre tive ligações estreitas com a igreja, ultimamente, foi que por um ou outro motivo enchi o saco, e decidi por bem que, não me envolveria com questões religiosas, pelo menos por enquanto, mas após essa "convocação", resolvi estudar esse tal "Direito Canônico" e ver no que dá...

Afinal, possibilidades são possibilidades, né não...

Sankofa...



Sankofa é um conceito Akan, originário de Gana e Costa do Marfim, e significa, "Nunca é tarde para voltar e apanhar aquilo que ficou para tráz". Esse conceito, é representado por um pássaro com a cabeça virada para tráz e um ovo do lado de fora das costas, ele simboliza uma tomada a partir do passado do que é bom e trazê-lo para o presente, a fim de fazer progressos positivos através da utilização de conhecimentos benévolos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ser, Indivíduo e Sociedade.

O Ser pode se apresentar de diversos modos de acordo com o meio em que está inserido e, a condição a que é submetido. Assim sendo, podemos dizer que, o Ser ou o Indivíduo, não só é fruto do meio, mas é também o construtor deste.
O Indivíduo é, num primeiro momento quem cria a sociedade, motivado por um “impulso associativo natural”, e analisando historicamente a evolução das sociedades podemos perceber claramente essa necessidade de associação:
Primeiro se unem por um instinto de sobrevivência, pela facilidade de se proteger quando se esta em grupo; depois evoluem e, começam a se organizar em clãs ou tribos, com divisões de trabalho e distribuição de funções dentro desta nova forma de sociedade, nesse ponto começam a surgir às primeiras lideranças; e por ultimo, organizam-se em cidades e Estados, nesse ponto já temos o Indivíduo como seu próprio provedor podendo inclusive, buscar seus fins além do que seria o bem-comum.
Tendo em vista a pluralidade existente nas sociedades, após a formação desta, o indivíduo, passa a sofrer influências externas no seu modo de ser, agir e pensar incitadas por essa nova sociedade criada a partir do desejo e da necessidade do indivíduo se manter e sua capacidade de alcançar o bem-comum. Essas influências exercidas pela sociedade, têm como o único objetivo propiciar aos indivíduos inseridos nela as possibilidades de se chegar tanto aos fins comuns, estando entre esses o bem-comum, como os seus fins particulares sejam eles quais forem desde que não interfiram nos fins comuns e na liberdade de cada um dos membros dessa nova sociedade.
Portanto, enquanto cada indivíduo participa da sociedade doando a ela pequenas parcelas de suas peculiaridades, recebe dela, parcela das peculiaridades dos outros membros que a compõe, criando algo que não é próprio de nenhum dos indivíduos participantes desse grupo, mas que é formado dentro do conjunto de todos os membros que a constituem.


Esse texto eu tinha dado pra Amanda, mas ela desdenhou, então eu mesmo postei!

domingo, 23 de agosto de 2009

Matei Immanuel Kant... De Raiva!!!


Gostaria de tratar alguns pontos referentes à racionalidade humana agora, nada que seja filosófico, apenas considerações subjetivas... E faço isso para não falar literalmente do que eu realmente desejo.

O uso da razão é o que difere o Homem, de todos os outros animais existentes na face da terra, no entanto, há aqueles, que se negam a fazer uso da mesma por mera conveniência de seus interesses, há também aqueles, que são privados dela por questões patológicas ou psicológicas, mas o que mais me intriga, são as ausências momentâneas, motivadas por fatores externos, sejam eles alcoólicos, psicotrópicos, ou nostálgico-sentimentais.
De fato, não existe quem possa ser racional o tempo todo, o homem sendo um animal, possui como qualquer outro, o fator instintivo, esse instinto, nos afasta da razão tanto quanto nos aproxima de fazer merda... Digo isto, porque salvo os casos onde o instinto é necessário à sobrevivência (tipo o meio da floresta amazônica), só atrapalha, agora mesmo estou involuntariamente privado da minha racionalidade e impelido ao sentimentalismo e, veja quanta besteira eu escrevi.
Desses fatos, só posso tirar uma conclusão: Esse blog está a cada dia que passa, mais pastel e menos filosófico, se é que algum dia teve uma filosofia que prestasse.


sábado, 22 de agosto de 2009

Velha Infância...há!


Onde está o Wally?
Ajudem-me, nobres companheiros, a desvendar este grande e intrigante mistério, que vem despertando a curiosidade dos povos desde a origem dos tempos...



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Meu "Eu lírico"!


Ao meu querido e pródigo "eu lírico", que em breve retornará de seu exílio voluntário; à este que não sou eu, mas que pertence a mim e faz parte do que eu sou... Deleite-se de "Poesia Épica"...



Ah! enquanto os Destinos impiedosos
não voltam contra nós a face irada,
façamos, sim façamos, doce amada,
os nossos breves dias mais ditosos.
Um coração, que frouxo
a grata posse de seu bem difere,
a si, Marília, a si próprio rouba,
e a si próprio fere.


Tomáz Antônio Gonzaga
"Marília de Dirceu, Lira XV"
(fragmento).

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Imperativo Universal"...


"Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza".

É desse modo que eu venho procedendo nos últimos dias, agindo com a intenção de que esse estado contido, torne-se uma constante em minhas atitudes.
O que, obviamente não é pertencente à minha natureza, e os que me conhecem sabem perfeitamente disso.

"eu sou naturalmente estressado, naturalmente impulsivo, quero tudo pronto agora".
Essa definição de uma postagem mais antiga, é a melhor que eu já escrevi sobre mim mesmo, é tão fiel que chega a me incomodar.
De fato após uma intensa "reflexão introspectiva", conclui que precisava mudar urgentemente alguns pontos fundamentais na minha maneira de agir com os outros e, assim venho me esforçando ao máximo para ser menos intempestivo, reativo e todas essas características comuns às pessoas de temperamento sanguíneo.

Enfim, descobri que não preciso alcançar nenhum estado de ataraxia para fazer isso, mas talvez eu passe a contar de 0 a 100 todos os dias pela manhã, tarde e principalmente a noite, nas madrugadas acho que não será necessário por enquanto...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

"Filosofia Religiosa".



"Ando tão a flor da pele que o meu desejo se confunde com a vontade de nem ser"...

Ontem denunciaram minha tendência as "filosofias religiosas", ainda vou perguntar em qual sentido isso foi dito, mas essa colocação me intrigou no seguinte sentido: -Será que eu tenho me tornado um cético, ou tenho apenas tentado buscar uma alternativa que se encaixe nas minhas crenças pessoais e, que seja completamente livre de pseudo-moralismos?
Afinal, será que eu tenho me tornado um repugnante pseudo-moralista, às avessas?

Avaliar as diversas formas do Ser, nada mais é que, parte da minha intenção de à posteriori, partir para a analise da sociedade em comunhão com este indivíduo que antes de tudo, é o Ser e, é também o não-Ser, afinal, o não-Ser, é a alteridade, é o que o Ser não é e, já que ninguém pode ser tudo ao mesmo tempo, então, o indivíduo sendo alguma coisa, deixa de ser outra, de modo que o Ser e o não-Ser manifestam-se em concomitância num mesmo indivíduo.
Portanto se a religião ou a religiosidade, influenciam nas diversas formas do Ser se manifestar, sim eu sou tendencioso as "filosofias religiosas", d'outro modo NÃO!

E NÃO, porque pouco me importa descobrir porque deus de repente resolveu mandar pra terra o diabo se é que isso aconteceu mesmo e etc. Não é minha intenção debater sobre os dogmas religiosos de qualquer seita ou religião, ou fundar uma espécie de "Cristianismo-filosófico", como fez meu colega quanto ao comunismo dele, criando uma corrente pessoal, enfim, prefiro acreditar que deus existe e, é bom na maioria das vezes, que as religiões são estúpidas, e que todo resto é babaquice!

Protestem a vontade...
"Love is my religion!"

domingo, 16 de agosto de 2009

Ataraxia II, "O Retorno".


Minha cadeira está quebrando, isso não seria problema se eu não precisasse dela para sentar-me à frente do computador e, escrever esses belíssimos textos -modéstia a parte- que atualmente tenho publicado aqui. Então assim sendo, penso que devo providenciar o quanto antes uma nova cadeira, de preferência que seja tão confortável quanto esta e, se possivel, um pouco mais leve, já que aqui, temos o hábito de remanejar os móveis constantemente e, quem os carrega, geralmente sou eu mesmo.

Mas voltemos aos assuntos relevantes...

Percebo um novo tempo se abrindo e proporcionando outras possibilidades, o quão interessantes elas são, eu ainda não faço a menor idéia, mas possibilidades são possibilidades, logo, não devem ser descartadas de imediato ou sem prévia avaliação. E já que não da pra ser racional o tempo todo, eu vou me reservar o direito de enfiar o pé na jaca uma ou mais vezes e até mesmo, se for o caso, cair da própria jaqueira!
Enfim nada, ou quase nada, pode me perturbar por enquanto...

É tudo meu e só da pra hoje!