sexta-feira, 11 de setembro de 2009
"Lirismo Frugal".
A melhor parte da herança portuguesa é o lirismo citado por Camões.
Saber trabalhar as palavras e escamotear coisas entre frases e linhas, dar ao "eu lírico" uma profusão de sentimentos incomensuráveis, delegar a ele, o que não cabe em nós, estourar seu peito de sentimentos e esvaziar-se... Aguentar a batalha enquanto é tempo de lutar, e depois, permitir que o coração perdoe, mesmo que o perdão traga consigo, uma enorme consternação -odeio concordar com isso- ser tomado de forma abrupta e, voltar morosamente...
E assim, permanecer vagueando, entre devaneios e sentimentos, que não passarão já!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
"Teoria do Caos Social".
Bem, motivado por sabe deus o que, resolvi falar da falta de educação e respeito pelo espaço alheio, continuando a série "Caos Social"...
Existem teorias que dizem que quando passamos do Estado Absolutista para o Estado Democrático, o que era propriedade do Príncipe (res fisci), passou a ser propriedade do Povo (res publicae ou loca publicae), ou de uso do Povo (res quorum commercium non sit). Obviamente, existiram estágios entre um e outro, tendo em vista que seria impossível, "pular" de um Estado Absoluto, ao Poder Popular da noite para o dia, mas isso, agora é irrelevante, em outras palavras, esse conteúdo histórico, não serve pra nada agora. Passemos então ao que é salutar a esta dissertação.
É inegável que com a queda do regime militar o nível da educação caiu significativamente, o que em minha humilde opinião, foi um alto preço pago em troca do direito de poder manifestar-se "livremente", e hoje mais do que nunca, isso é notório dentro da sociedade. Não defendo esse regime, mas digo que ao menos, durante o mesmo as pessoas tinham acesso ao mínimo de educação, e falo mais, a meu ver, trocamos uma ditadura por outra.
Uma Nação é construída a partir de seu Povo, a partir dos fundamentos mais básicos construídos de maneira sólida, sendo a educação, o principal desses fundamentos. Como é possível, exigir de um Povo sem informação, e mais, sem formação moral e sem exemplo digno que parta de seus governantes, uma postura política que propicie a ele mesmo condições de trabalhar pelo bem comum, nos termos que descreve o art. 1º Parágrafo Único da Constituição da República Federativa do Brasil: “Todo poder emana do Povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”, sendo que grande parte do Povo, não lembra nem em quem votou nas ultimas eleições.
Nas palavras adaptadas do amigo Cid, “estamos transformando uma República Democrática, numa República Demagógica”, e permaneceremos assim, até que o Povo (essa parte que “domina” os meios intelectuais e econômicos) se toque de que as atrocidades cometidas hoje, são culpa de sua própria ignorância, e resolva mover-se em prol de construir algo que transcenda seus próprios objetivos pessoais e, proporcione à todos, condições plenas de lutar contra suas próprias “fomes” sejam elas quais forem.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
"Nádegas a declarar!"
Pqp...Lembrei dos meus 13 anos (à 10 anos atrás), da época que eu não fumava, tinha um time de futsal, e pretendia ser prof. de história... O Mundo tá mudado e, continua mudando, assim será eternamente, e aproveitando a deixa que a Amanda deu, manifestarei outra vez, o meu ódio mortal à sociedade de consumo.
Esse abuso da sexualidade, a banalização do sexo e toda essa babaquisse, nada mais são, do que o reflexo do utilitarismo propagado pelo sistema que nos rege atualmente, onde tudo é descartável, coisas e pessoas, aliás, as coisas, são postas no mesmo nível das pessoas.
E ai, qual a diferença da "patricinha e do playboy" para o "mano e a mina"? Os primeiros , escutam trance, tomam "balinha" e vão ao motel, os últimos, Curtem um Funk, fumam um beck, e qualquer lugar é lugar... A semelhança? Ninguém vale nada para ninguém, mentalidade completamente hedonista, o outro, é apenas um meio de obter prazer imediato, não existe mais o valor do prazer constante, de conhecer o outro, de descobri-lo e construir uma relação entre duas pessoas, ou seja, o outro, passa a ser instrumento para uma relação individual, numa nova espécie de "Culto Narcisista".
E assim, vivemos a era do "nádegas a declarar", bundas, bundas e mais bundas, crianças estimuladas a "balançar o popozão", e velhos tarados batendo palmas para essa cultura deplorável do sexo... Que lindeza gente! Estamos criando uma geração fadada a solidão à dois (ou mais), que nunca esteve tão bem "informada", mas em contrapartida, tão mal orientada.
E tem gente falando que o caos social, é "teoria de conspiração"... kkkkkkk! Que merda!
domingo, 6 de setembro de 2009
La petite mort!
"Os homens temem a morte como as crianças temem o escuro, e ambos esses medos são aumentados pelas histórias que se lhes contam."
Francis Bacon
Pensador, Literato e Estadista.
1561-1626
Morrer de amor, de raiva, de medo, de dúvida... Há mortes mais dolorosas que outras, mas há também, a "morte vivificante", aquela que nos faz lembrar que estamos vivos. Matar velhos maus-hábitos, é a experiência mais gratificante pela qual eu já passei, muito embora, ainda, não consiga me desvencilhar de algumas das minhas antigas práticas nada louváveis, e talvez, eu até deva me desculpar por algumas dessas práticas, mas isso não vem ao caso agora... Acho !?!
O Homem vive uma eterna dicotomia racional: o desejo irracional X a crítica da razão, o que nesse exato momento, é a morte que me ronda, mas é essa dicotomia, o meu fundamento para dizer que existe uma morte vivificadora, o querer do meu corpo, se confronta diretamente com a razão de não querer.
E isso, me impele ainda mais, a mergulhar nesse desconhecido, que é o outro.
De fato devo concordar que "a sorte desse mundo é mal segura" e que, minha máxima de que "não da para ser racional o tempo todo", está me traindo, aplicando-se com tamanha veemência que, não me deixa espaço para pensar e agir segundo minha razão... Tenho sofrido a mesma fortuna dos deuses, que loucos pelo desejo do outro, corrompem-se, e fadam-se a desgraça que vem após seus prazeres!
sábado, 5 de setembro de 2009
Sobre as relações pessoais.
Eu já falei aqui da raiva que eu tenho de monólogos, de perguntar e não ser respondido com o mínimo de boa vontade, de ficar 04hs sentado ao lado de uma pessoa e não conseguir trocar mais de 10 palavras com ela? Se não falei tô falando agora!
Na psicologia, as relações sociais, são feitas por pelo menos três indivíduos, tanto no campo interpessoal, quanto no intrapessoal.
No campo intrapessoal, enquanto somos os observadores, somos também parte da "interação", então as relações são formadas dessa maneira: O EU (observador) x O EU LÍRICO (interlocutor) x E O OUTRO (que também é "lírico"), isso nas relações fictícias, enquanto nas reais, ou interpessoais, são formadas com a participação de mais de dois indivíduos, de modo que, possa haver uma troca de informações entre os envolvidos nessa relação.
Enfim, estou escrevendo tudo isso, para dizer da imensa necessidade que eu tenho de me comunicar, de exteriorizar e universalizar minhas idéias e viagens, se eu não consigo fazer isso, sofro intensamente as agruras e infortúnios do silêncio!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Carpe "Cosmos"!
Pra que perder tanto tempo, pra que alimentar tanta dor, entreguemo-nos à vida e, gozemos plenamente dos prazeres e bem-aventuranças ofertadas por ela.
Sejamos livres uma vez mais, afinal de contas: “O universo inteiro conspira a nosso favor”, e a poeira estelar que flutua pelas galáxias infinitas, está vindo ao nosso encontro -Vamos, vamos!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
"Reflexão Introspectiva II, O retorno"...
"Mundo Mundo vasto Mundo, se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima, não uma solução"
E eu nem precisei de uma explicação Freudiana pra constatar isso...
Então digo-lhes, só uma dúvida, já citada anteriormente, me perturba: "Será que repetir o mesmo feito, seria estupidez?"
A resposta ainda é a mesma, mas... Como também já disse antes, me reservo o "Direito Incontestável", de "enfiar o pé na jaca" e, aproveitando o legado filosófico deixado pelos prezados "Estoicistas e Epicuristas", instituirei a partir de "já!" em minha "Filosofia Butequística" a busca pelo "Estado de Ataraxia", e sem mais delongas, e agora economizando as "aspas", denominarei a mesma de Ataraxia-transitória, já que não da pra ser imperturbável o tempo todo!
"Ei psiu, Bjo me liga"... Fui!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
"Reflexão Introspectiva"...
Não sei bem o que deveria dizer agora, há algo intrinsecamente ligado a mim nesse momento, algo que quer ganhar o Mundo, mas que ao mesmo tempo, não consegue se livrar desse estigma imposto coercitivamente por mim mesmo, como uma espécie de autodefesa, que enquanto se defende, não sabe do que. Da vida? Do medo de ter medo? Ou de ser menos que posso ser?
É notório, que agora, passo por um intenso momento de questionamento existencial, mas são esses questionamentos, essa busca, que me mantém vivo, "aceso", me impelem ao conhecer... Mas será que mesmo com todo o conhecimento do Mundo, essas dúvidas cessariam?
Na verdade, agora, queria fazer uma coisa que já fiz, e quando fiz, fiz errado, no momento errado, ou seja, os meios não foram adequados aos fins objetivados. Será que repetir o mesmo feito, seria estupidez?
Eu poderia, dessa vez, tentar de maneira diferente, escolher um momento mais oportuno e, novamente fazer transparecer minha vontade... Sei não...
Enfim, meu tratamento contra a "irascividade", trouxe à tona novos sentidos, ou novos sentimentos, nesse tempo descobri que não é possível sufocar um sentido, sem que outro, se sobressaia, preenchendo a lacuna deixada pelo anterior.
"Pra que economizar tantas palavras?"
Esse texto, já tem muitas interrogações, então vou parar por aqui.

