quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Subvoar".

É que eu quero mais que eu quero
porque eu posso mais que que posso
porque a estrada vai mais além
e o ponto final é pra lá do céu
é pra cá do céu, é pra lá do céu

Pra lá do céu onde o bandido assalta o trem
toda semana esse bandido assalta o trem
pra lá do céu onde o bandido assalta o trem
toda semana esse bandido assalta o trem
toda semana esse bandido assalta...

Ser sincero é ser esperto
e atento a mil momentos
andando por todo lugar
procurando encontrar um lugar ao sol
e o ponto final com um sinal da cruz

E aí veremos se será princípio ou não
se haverá dia claro ou negra escuridão
meu pensamento diz que é meu momento,
eu não quero ficar, eu vou m'embora
já ta na hora de avançar

Pra lá do céu sem ter receio de ninguém
nem do bandido que amigo me quer bem
pra lá do céu sem ter receio de ninguém
nem do bandido que amigo me quer bem...



(Salve, salve tia Lós e tio Zé Neto)

Frio na barriga.

"Falo, não calo, não falo deixo sangrar"...

Já fazia muito tempo que não ouvia algo tão auto interpretativo e, que expressa-se com tanta clareza a uma condição passada por mim.Ultimamente já não tenho mais falado, antes tenho sangrado.

http://www.youtube.com/watch?v=uzT_pVP1DGk

...

Tantas idéias, nenhuma vontade de verbalizar, ou nenhuma idéia e muita vontade de verbalizar... Pouco importa, minhas forças já se esvaíram quase por completo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O perigo do silogismo...


Em economia, "Bem", é qualquer coisa que satisfaça uma ou mais necessidades do indivíduo, e a exceção dos bens naturais (água do mar, luz do sol e ar atmosférico), todos são regidos pelo princípio da escassez, haja vista que precisam ser produzidos para serem consumidos, a esses bens regidos pelo princípio da escassez é dada a denominação "Bem Econômico", no capitalismo, os bens econômicos, em regra, não produzidos pelo consumidor final, logo, são produzidos por um indivíduo que vende a outro sua força de trabalho em troca de um salário referente à produção daquele bem econômico produzido com o intuito de ser enviado ao mercado, a esses bens econômicos produzidos a fim de serem enviados ao mercado, da-se a denominação de "Mercadoria", esta última que por sua vez, será adquirida no mercado por outro indivíduo -que geralmente não a produziu- em troca de dinheiro, para ser consumida por este.

Então:

O Ser-humano tem necessidade do outro para satisfazer suas necessidades afetivas intrínsecas e só pode realmente satisfaze-las em sociedade, logo o outro é um "Bem", considerando que não podemos conviver com todas as pessoas do Mundo, o outro é escasso e, portanto um "Bem Econômico" que por sua vez, em regra, não foi produzido por nós, mas por outro indivíduo que o inseriu em sociedade, levando em conta que o mercado acontece dentro da sociedade, o outro está inserido no mercado, e logo que preciso do mesmo para satisfazer uma ou mais necessidades, devo ir ao mercado no intuito de adquiri-lo e, se ele está no mercado para ser adquirido, é uma mercadoria, se é uma mercadoria, careço de dinheiro para compra-lo e finalmente consumi-lo e satisfazer minhas necessidades.

Olha o tamanho do absurdo!!!!!!
Muita calma agora, essas primeiras são apenas considerações expositivas utilizadas por mim para exemplificar o quão perigoso, podem ser as comparações feitas por nós.

A primeira parte refere-se a coisas, a segunda a pessoas, como não gosto muito de falar de coisas, vou direto para as pessoas.
De fato, temos necessidade do outro, aliás, isso faz parte da natureza evolutiva do Ser-humano, mas essas necessidades são supridas dentro de um contexto de participação e troca de experiências pessoais, não numa relação de dominação ou ainda, de comércio.
Não sei se estou certo -geralmente não estou- mas vejo constantemente pessoas se usando e impondo suas vontades coercitivamente umas as outras, em relações de uso, barganha, comércio ou dominação, quando não todas em concomitância.
Disso, surge um dos fatores mais nocivos que podem ocorrer dentro de uma sociedade: As pessoas passam a temer envolvimentos afetivos motivadas pelo utilitarismo praticado contra elas outrora, e quando não se isolam, reproduzem isso submetendo o outro ao mesmo tipo de condição passada por ela anteriormente, criando assim um ciclo vicioso de "relações de consumo" interpessoal.
Isso só pode ser superado com uma nova abertura as possibilidades apresentadas e cosequentemente, com o destemor às relações afetivas de modo a conceder ao outro a oportunidade de se aproximar e dividir suas experiências, sejam boas ou ruins, suas alegrias e tristezas, enfim, sua vida.

Claro que toda (ou quase toda) teoria é mais bonita do que a prática!

domingo, 20 de setembro de 2009

Alteridade.



"Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão sobre nós mesmos."
Carl Gustav Jung; Psiquiatra.

Cruel perceber como somos capazes de cometer atitudes, que se tivessem partido do outro, seriam alvo de críticas e repúdias.
Vivemos denunciando os erros alheios, e nos esquecemos de olhar pra nós mesmos, queremos sempre nos impor ao outro, pressupondo que nossas atitudes serão as melhores porque são motivadas pela experiência, por cansaço, afeto, medo de um envolvimento maior, ou vontade do mesmo. Sempre temos um bom motivo, seja qual for.
Não da pra ser assim, não precisamos nos dilacerar, eu não preciso me torturar e, nem ao outro, e isso, deve ser recíproco.

Mas conformismo nunca foi o meu ponto forte.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

E a "pegação", cadê?



"Era muito mais fácil quando eu pegava, vazava, e deixava a mina lá com cara de trouxa”.
Bom mesmo é ser canalha!!!!!"
(Domingo, 21 de Junho de 2009).

Esse fragmento de uma postagem mais antiga, que foi de fato escrita por mim, faz referência a época, em que eu devia ter meus 15 ou 16 anos.
A citei naquele momento específico, para dizer o quanto à situação em que me encontrava (que pouco difere da atual), me perturbava e, dizer quão mais cômodo pode ser ficar com uma pessoa sem ter um envolvimento afetivo ou emocional, ao invés de gostar e querer estar com alguém que se quer bem, sendo esta última, o estado daquele determinado instante, bem como o atual.
Devo concordar absolutamente, que é uma prática extremamente repreensível, e que se me isentasse do "hall" dos utilitaristas, seria no mínimo hipócrita, mas o que nos difere dos outros animais, é justamente isso, poder avaliar os atos cometidos outrora e, toma-los como experiência para não incorrermos nos mesmos erros novamente, essa é a parte primordial da evolução pessoal a que todo Ser - Humano é submetido.
Não posso dizer que me arrependo de ter ficado com as várias pessoas com que fiquei, isso faz parte do que sou hoje, muito do meu modo de ser, agir e pensar, surgiu apartir dessas experiências, mas devo também dizer, que não cometeria novamente essas praticas, simplesmente porque não condizem mais com o que e, quem eu sou... Evoluí!

http://www.youtube.com/watch?v=RbPRn8dxy-w

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Faltaram-me os argumentos.


O pior "cagaço" que uma pessoa que gosta -ou tem necessidade- de escrever, pode passar, é a tal, e tão temida, "falta momentânea de léxico", ou crise de falta de palavras mesmo.
Como sanar uma precisão tão grande e imediata como essa? Se alguém souber, me fala e com urgência!
Queria falar sobre o utilitarismo predominante nas relações interpessoais, sobre o quanto, muita gente prefere acreditar numa mentira bem contada a buscar a verdade dos fatos, ou até, sobre Stevie Vai e, suas operas do Metal, mas não ta rolando uma idéia decente, sabe quando não rola mesmo... Coisa do tipo, dez blocos de notas abertos, nove imprestáveis, e um inútil (o inútil, eu estou postando).
Outro dia, estava explicando a Amanda (nos vemos dez vezes por dia na facul, não trocamos cinco palavras pessoalmente desde muito tempo, mas ficamos até às altas horas conversando pelo msn, constrangedor não) as agruras e infortúnios do silêncio, que são basicamente, os barulhos e confusões que permanecem quando tudo silencia, as desordens e desencontros nos pensamentos, que em sua quase totalidade, são ilógicos e, perdidos em si mesmo.
Essas agruras e infortúnios, nos assombram -a nós, os "aspiras a escritores"- sempre que não devemos ou queremos, por um ou outro motivos, falar o que nos vem a cabeça, de modo a me impelir até, a recusar dar dez cartões vermelhos pra quem ou, o que eu quiser, coisa que aliás, é meu sonho de consumo, expulsar uns dez (ou mais) pseudo-cidadãos, daqui do Brasil.
Mas é isso, quando questionamos nossos próprios valores as idéias se desorganizam momentaneamente, para depois voltarem mais maduras e, com posturas mais produtivas, portanto, devo concordar que desse caos de sentidos, idéias e devaneios, há de surgir algo que será melhor que o estado anterior.

Não fez muito sentido, mas pelo menos eu falei... Ufah!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Campanha política ou entrevista de jogador de futebol?

Aproveitando a oportunidade pra agradecer a Amanda do Wire-o, que fez o banner para esse humilde domínio virtual e dizer que, quando eu aprender a mexer com esse trem, faço uma configuração decente!

Com quantos argumentos se constrói uma verdade?


Será que temos adotado posturas que nos servem apenas de consolo e justificativa para as práticas que não toleraríamos se houvessem partido do outro e não de nós.
Por que preferimos tanto as verossimilhanças, ao "coração inabalável da verdade bem redonda", de fato, não se faz necessário nos justificarmos ao outro, mas sim à nós mesmos, partindo do pressuposto hobbesiano, para conhecer a natureza do Homem enquanto "Agente racional individual", antes, se faz necessário, conhecer nossa própria, levando sempre em conta, que todos os Homens, são igualmente capazes.

Seguindo a linha desse postulado, posso citar a mensagem proferida a Sócrates pelo oráculo, "Conhece-te a ti mesmo", ou o próprio Hobbes, "Lê-te a ti mesmo", para dizer que simplesmente, não se constrói a sabedoria, somente a partir de livros e ciências diversas, mas sim, partindo primeiro da análise pessoal e, depois da sociedade em que estamos inseridos. Nesse ponto, o Racionalismo, me parece muito interessante, buscar o conhecimento, a partir da sensibilidade. Mas como firmamos esse conhecimento, sem a experiência prática Empírica? Em minha visão subjetiva, ambos se completam entre si e, volto a harmonia dos opostos de Heráclito, as contingências são o motor que nos move a encontrar o equilíbrio.

sábado, 12 de setembro de 2009

Há Míngua.



Eu seria no mínimo hipócrita se fosse falar da sociedade e seus males agora, dado o estado de confusão, o sono e a dor de cabeça... Já ouvi que a dor de cabeça, é por causa das idéias desorganizadas, deve ser por isso, que embora esteja igual a um zumbi na frente do computador, não tenha nenhuma intenção de dormir agora... Então, tomei uma decisão muito drástica: Vou dar um tempo na filosofia e, mais uma vez, transformar isso num "pastelão"!

Muitas coisas me impelem a escrever, o repudio pela sociedade consumista, a aversão pela pragmaticidade das relações, os afetos, os sentidos, a filosofia e tudo que mais que gere algum tipo de reação (boa ou ruim) em mim, numa espécie de, existo, logo penso, penso, logo verbalizo.
Ultimamente, tenho vivido um momento de raiva sartriniana, algo do tipo "O inferno são os outros", como uma forma de misantropia, por isso todas essas críticas contra a sociedade hodierna, críticas essas que em sua grande maioria, são bastante coerentes, como já foi citado.
Pois bem, graças a supracitada confusão de idéias, os excessos fatalmente virão, pelo menos até que eu consiga me recompor, recolher meus pedaços e voltar para a arena do mundo, mas em meio a todo esse caos emocional, algo ainda me anima: Da minha cadeira (que não quebrou), eu posso ver a Lua, esse mais imponente astro noturno, que hoje assim como eu, míngua.